Está acontecendo em Daegu, Coréia do Sul, o mundial de atletismo. Este poste não esta relacionado com nosso esporte, porem serve como lição de vida para todos, independentemente de deficiência ou não.
Nos da Apin, repudiamos de qualquer tipo de preconceito ou discriminação. Sempre incluímos nossos atletas em competições ditas para atletas “convencionais”, buscando assim fazer avaliações dos nossos atletas em determinados estágios do nosso programa de treino. Alem disso, temos a possibilidade de fazer nossos atletas vivenciar provas que não são habituais do nosso ambiente paraolímpico, como por exemplo, as provas de 50 e 200 estilo que só encontramos nos Opens Internacionais, principalmente em solo europeu.
Independentemente da competição, o atleta deve buscar a melhora dos seus tempos, técnica de nado e tática de prova. Mantendo assim uma motivação para a sua participação em qualquer tipo de competição/avaliação. Será que Andre Meneghetti não se motivou ao vencer a prova dos 200 borboleta na etapa de Limeira, numa competição para pessoas “normais”? Será que Raquel Viel não se motiva ao ver que se encontra no TOP FIVE do circuito UNAMI para atletas “normais”?
Na verdade não existe “normal/convencional” e “deficiente”. O que existe são atletas que buscam seu recorde pessoal e a satisfação por conquistar vitorias e glorias. Isso é o que o sul-africano Oscar Pistorius fez hoje. O primeiro atleta amputado (perdeu as duas pernas) a participar num mundial de atletismo, qualificou-se este Domingo para as semi-finais dos 400 metros (segunda-feira, 12.00), tendo terminado a prova em terceiro lugar.
Pistorius, que corre com auxílio de duas próteses em fibra de carbono, completou a prova em 45,39 segundos no campeonato que decorre em Daegu, na Coreia do Sul.
Pistorius fez 45,07 segundos nos 400 metros (recorde pessoal) em Julho, em Itália, marca que lhe abriu as portas para o mundial e que cumpre os mínimos "A" para os Jogos Olímpicos de Londres 2012.
O atleta sul-africano precisou de uma liberacao do Tribunal Arbitral do Desporto para competir fora do âmbito paralímpico (onde conquistou várias medalhas de ouro), depois da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) ter colocado reservas à sua presença em provas de atletismo, designadamente em mundiais e jogos olímpicos.Todos somos “normais/convencionais” e “deficientes”. Não podemos limitarmos em pensamentos pequenos, não podemos analisar apenas uma limitação psico-motora ou visual. Pensem nisso!

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